Demorou, mas finalmente caiu a ficha. Outra ilusão. Outra mentira. Outro caso terminado sem beijo, sem adeus.
Ouvia "Don't You Remember", pensava em como ela descrevia bem o meu momento. Mas na verdade, "remember" o que? O que dois meses e três míseros encontros querem dizer? Nada. Não foram nada. Pra quem? Certamente não pra mim. Pra você, talvez.
Sim foram poucos, porém, incríveis momentos. Pra mim... Provavelmente, não o suficiente pra acontecer um grande amor, mas quem pode definir essas coisas?
O que mais me dói, é não saber por que. Por que você se afastou de mim? Fui eu? Foi você? Outro alguém? Droga. Lágrimas. Lágrimas de tristeza. Mas não a tristeza de te perder, não. Nunca te tive mesmo. Tristeza de me abrir, apostar as fichas e me ferrar mais uma vez. Tristeza de ser bruscamente abandonada. De novo.
Sabe? Ainda tenho esperança. Esse maltido otimismo não me deixa ver livre de você. Ainda penso que você vai me procurar, perguntar se eu estou bem, querer me ver de novo.
Você disse que queria me ver de novo...
Eu tinha a sensação de que éramos perfeitos um pro outro. Os mesmos gostos, o mesmo tipo de humor, a mesma filosofia de vida, apesar das pequenas diferenças, que eu adoro. Amo esse seu jeitinho tímido de nerd, mas com uma pegada incrível. Amo o fato de você ser um bicho do mato. Sonhava em te levar pra perdição. Lembra? Fizeram isso antes de mim. Queria ter vivido tanta coisa do seu lado.
Pensei que você também achasse que fomos feitos um pro outro. E que tivesse medo de um possível envolvimento. Queria do fundo da minha alma que fosse isso. Medo. Só medo. Por que medo é fácil curar. Desinteresse não.